sábado, 24 de agosto de 2013


As ferramentas digitais, como ferramenta pedagógica,  podem potenciar as competências metacognitivas e de autorregulação da aprendizagem, o pensamento crítico e a criatividade. No entanto, a  utilização destas em contexto educativo,  por si só não são garante de uma efetiva aprendizagem. Sendo uma de entre muitas  ferramentas não é condição sine qua non para a efetivação de aprendizagens de qualidade. Aliás, qualquer inovação quando é introduzida desencadeia um pico de entusiasmo, o que pode explicar a motivação de professores e alunos para a sua utilização.
Esta convicção surge na sequência do visionamento do filme Letra a Letra  que transpus para a sala de aula. Deste modo, todas as 6 feiras  apresentava um conjunto de palavras  que os alunos deveriam soletrar e cujo grau de dificuldade ia aumentando.
Esta atividade tinha sido um dos caminhos alternativos encontrados para combater o erro. 

domingo, 4 de agosto de 2013

Será que vem a propósito?
Parece-me que sim!

Carta Aberta

Querida Amiga!
Tinha intenção de te enviar um postal, mas pensei que por  carta conseguiria dar-te  conta de todas as minhas aventuras.
Estou de férias! Ou melhor, não estou. Resolvi frequentar um curso online (agora não quero outra coisa) Pensas tu: “ Esta rapariga não para!” É verdade!
Uma das atividades consistia em visualizar três vídeos. Dois deles eram de Ken Robinson e um outro de José Pacheco. Já tinha lido algumas coisas a respeito deste professor, mas não mais do que isso.
São muito interessantes, porque ambos questionam os mitos acerca da forma como aprendemos e ensinamos.
É interessante como as palavras de José Pacheco responderam a três dúvidas minhas: porque fui para professora, porque é que alguns dos meus alunos não aprendem e por que razão as cadeiras dos auditórios só têm um suporte para o braço direito? Nem calculas as dificuldades que tive. Estavam sempre a perguntar-me se a cadeira estava vazia ou por que razão ficava sempre sozinha!
A dado momento, José Pacheco perguntou à audiência quem sabia fazer a raiz quadrada. Imaginei-me a tentar responder e ficar envergonhada por não saber. Mas em abono da verdade os outros também não a sabem. Decoraram-na, segundo Pacheco. Concordas comigo quando escrevo que somos herdeiros das ideias neoliberais que valorizam o homem por aquilo que parece ser e não por aquilo que é?
Sabes querida amiga, fosse a escola uma escola onde se ensinam afetos e o mundo seria bem mais feliz. Realmente a escola que temos é uma escola de fachada, burocrática e castradora da criatividade. Muitas vezes me questiono, quantos não ficaram para trás porque ninguém lhes deu voz.
Devíamos seguir as palavras de Beckett.
“Não importa. Tente outra vez. Fracasse outra vez. Fracasse melhor.’’
Partilho contigo dois vídeos muito interessantes que me parecem tentar responder a esta pergunta: O que é aprender?
Dá notícias!
Um abraço
TM