As ferramentas
digitais, como ferramenta pedagógica, podem potenciar as competências metacognitivas e de autorregulação
da aprendizagem, o pensamento crítico e a criatividade. No
entanto, autilização destas em contexto
educativo,por si só não são garante de
uma efetiva aprendizagem. Sendo uma de entre muitas ferramentas não é condição sine qua non para a efetivação de
aprendizagens de qualidade. Aliás, qualquer inovação quando é introduzida
desencadeia um pico de entusiasmo, o que pode explicar a motivação de
professores e alunos para a sua utilização.
Esta convicção surge na sequência do
visionamento do filme Letra a Letraque
transpus para a sala de aula. Deste modo, todas as 6 feiras apresentava um conjunto de palavrasque os alunos deveriam soletrar e cujo grau
de dificuldade ia aumentando.
Esta atividade tinha sido um dos caminhos
alternativos encontrados para combater o erro.
Tinha intenção de te enviar um
postal, mas pensei que porcarta
conseguiria dar-te conta de todas as minhas
aventuras.
Estou de férias! Ou melhor, não
estou. Resolvi frequentar um curso online (agora não quero outra coisa) Pensas
tu: “ Esta rapariga não para!” É verdade!
Uma das atividades consistia em
visualizar três vídeos. Dois deles eram de Ken Robinson e um outro de José
Pacheco. Já tinha lido algumas coisas a respeito deste professor, mas não mais
do que isso.
São muito interessantes, porque ambos
questionam os mitos acerca da forma como aprendemos e ensinamos.
É interessante como as palavras
de José Pacheco responderam a três dúvidas minhas: porque fui para professora,
porque é que alguns dos meus alunos não aprendem e por que razão as cadeiras
dos auditórios só têm um suporte para o braço direito? Nem calculas as
dificuldades que tive. Estavam sempre a perguntar-me se a cadeira estava vazia
ou por que razão ficava sempre sozinha!
A dado momento, José Pacheco perguntou
à audiência quem sabia fazer a raiz quadrada. Imaginei-me a tentar responder e
ficar envergonhada por não saber. Mas em abono da verdade os outros também não
a sabem. Decoraram-na, segundo Pacheco. Concordas comigo quando escrevo que somos
herdeiros das ideias neoliberais que valorizam o homem por aquilo que parece
ser e não por aquilo que é?
Sabes querida amiga, fosse a
escola uma escola onde se ensinam afetos e o mundo seria bem mais feliz. Realmente
a escola que temos é uma escola de fachada, burocrática e castradora da criatividade.
Muitas vezes me questiono, quantos não ficaram para trás porque ninguém lhes
deu voz.
Devíamos seguir as palavras de Beckett.
“Não importa. Tente outra vez. Fracasse
outra vez. Fracasse melhor.’’
Partilho contigo dois vídeos muito
interessantes que me parecem tentar responder a esta pergunta: O que é aprender?